
A festa acontece tradicionalmente desde 1923. Na colônia do Rio Vermelho, devotos levam presentes que são entregues por pescadores durante uma procissão marítima marcada para sair às 16h. Nesta manhã, por volta das 6h, a chuva surpreendeu os fiéis que já formavam uma longa fila para deixar flores e outros objetos. O mau tempo não durou muito e nem espantou a grande quantidade de fiéis.
Os pescadores decoram o carramanchão com palhas de coqueiros e é nesse espaço que fica guardado o presente principal, um segredo que só foi revelado no amanhecer deste dia 2 de fevereiro. Este ano, 30 artistas plásticos se uniram para criar uma concha feita em resina, decorada com 40 pérolas.

Muitos ambulantes chegaram ao Rio Vermelho ainda na quarta-feira e devem permanecer até o final das comemorações. Velas, flores, colares e contas são os itens mais vendidos aos devotos que chegam ainda sem ter providenciado a sua homenagem à rainha das águas.
História

No início, era chamada de festa da Mãe D'água e realizada em conjunto com a Paróquia do Rio Vermelho, mas na década de 60, o padre resolveu pôr fim ao sincretismo. A partir daí, os pescadores decidiram homenagear apenas o orixá.
No Candomblé, Iemanjá é uma das entidades femininas mais importantes. Na cultura africana, ela é a mãe de todos os orixás, representada como uma mulher de grande ventre e seios volumosos. Na Bahia, por influência da Iara Indígena, ganhou a forma de uma sereia vaidosa, ciumenta e que adora presentes.
Os baianos se rendem aos caprichos de Iemanjá e enfrentam horas na fila para colocar presentes nos balaios que serão levados para o mar pelos pescadores. Alguns preferem entregar pessoalmente as oferendas, e jogam ao mar as flores e outras homenagens.
(Fonte: G1 - Foto: Egi Santana/G1)
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