Fotos: Banco de Imagens da Paratur

O Pará oferece hoje cinco principais segmentos turísticos: natureza, cultura, sol e praia, eventos e negócios. A cultura, por exemplo é refletida em inúmeros eventos nos 144 municípios do estado. Carimbó, siriá, lundu, retumbão, calypso, tecnobrega e tantos outros rimos fazem do povo um dos mais festivos do Brasil. A gastronomia é original, criativa, autêntica e marcada por grande diversidade. É mais que uma prática alimentar, é um ritual que mistura as heranças indígenas, africanas e européias que marcam a origem histórica e étnica dos habitantes locais. Tacacá, maniçoba, pato no tucupi e uma variedade de frutos, entre os quais açaí, bacuri e cupuaçu merecem referência, considerando que essa gastronomia é exótica, rica em cores, aromas e sabores únicos, só encontrados na obra-prima da Amazônia.


Eventos esportivos também possui destaque no estado, com o estádio Olímpico do Pará e o Parque Aquático da Universidade do Estado do Pará (UEPA), que já receberam importantes disputas como campeonatos nacionais e internacionais. O Pará, que tem uma política de investimentos voltada ao desenvolvimento sustentável, é também destino de excelência para fechamento de bons negócios.
Confira então, as dicas da Companhia Paraense de Turismo (Paratur) e da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), para passar oito dias e sete noites em três regiões do Pará: Belém, Marajó e Tapajós.
Belém: a síntese da Amazônia brasileira, fundada em 1616, a capital paraense simboliza a integração da Amazônia ao território brasileiro e é a cidade que melhor reflete a identidade amazônica em sua paisagem e em sua cultura. Seu conjunto histórico e arquitetônico guarda os registros de outros tempos e é palco de tradições da cultura viva, mas também um centro de produção do conhecimento e de novas formas de expressão cultural e linguagens artísticas.
1ª dia
Ao chegar a Belém, o Pará te convida logo pela manhã, a visitar o Mangal das Garças – parque ecológico onde são reproduzidos os diferentes ambientes da flora amazônica e que integra o Borboletário, o Farol de Belém, o Mirante do Rio e o Museu Amazônico de embarcações típicas.
No almoço, a cidade oferece excelentes e inúmeros restaurantes com destaque para gastronomia paraense que é reconhecida pelo exotismo dos sabores e a sofisticação dos ingredientes típicos da Amazônia. Já no final da tarde, sugerimos um passeio fluvial pela baía do Guajará e rio Guamá, para ter uma vista panorâmica da cidade de Belém, com as ilhas, e as diferentes embarcações. A cidade possui muitas janelas para o rio, como a Estação das Docas, Complexo Feliz Lusitânia e Portal Amazônia.
2ª dia

Pela manhã, ás 6h30, a viagem pelo Pará segue para a ilha do Marajó, maior arquipélago fluvial e marítimo do mundo, localizado na confluência do oceano Atlântico e a foz do rio Amazonas. Possui um complexo hidrográfico formado por inúmeros canais, furos, igarapés e lagos, onde a variação de maré superior a 3 metros é um elemento determinante de sua paisagem singular. O patrimônio cultural do Marajó remonta aos seus habitantes originais, os marajoaras, considerados como um dos grupos humanos mais antigos da Amazônia com registros que datam do século V, e reconhecidos pela extraordinária produção ceramista. O percurso cruza as baías do Guajará e do Marajó e dura aproximadamente 3 horas nas embarcações tradicionais da região.
3ª dia
No terceiro dia no Pará, passeie pelos principais municípios marajoaras, Soure e Salvaterra, conhecendo o centro das cidades, as maravilhas dessa ilha. Em Salvaterra, visite a histórica vila de Joanes, sítio arqueológico do período colonial, e pela Praia Grande, para observar o dia-a-dia da comunidade, com tempo para banho e almoço nos restaurantes da ilha. À tarde, descubra os encantos de Soure, observando o centro da cidade, os casarios antigos que ainda sobrevivem ao tempo. Depois desse maravilhoso passeio, retorne ao hotel no final da tarde. Observe a singularidade do lugar: búfalos caminham tranquilamente pela cidade, servem de meio de transporte e até como montaria para garantir o policiamento dos municípios. Á noite, se delicie nos banquetes marajoaras nos restaurantes da ilha. Não deixe de experimentar os pratos típicos: frito do vaqueiro, filé marajoara, feitos com carne, queijo e outros derivados de búfalo. Peixes e frutos da região também são muito saborosos.
4ª dia

5ª dia
Aproveite seu ultimo dia no Marajó e faça visitas em ateliê de cerâmica e ao Centro de Processamento do Artesanato do Couro de Búfalo. Depois, retorne ao Porto do Camará e embarque de volta para Belém.
6ª dia
Em seu sexto dia no Pará, pegue um avião em Belém e siga para a região do Tapajós, onde a dica é conhecer o município de Santarém. Sua primeira parada é na bucólica vila de Alter-do-Chão, considerada uma das mais lindas paisagens da Amazônia. No verão amazônico, julho a janeiro, quando chove menos na região, as águas do Tapajós baixam, revelando praias de areias brancas e condições excepcionais para o banho de rio. Na vila é realizada uma das mais antigas e tradicionais festas amazônicas, o Sairé, cuja origem remete ao período colonial e ao sincretismo entre rituais indígenas e o credo católico.
Você encontra no local confortáveis hotéis que oferecem estrutura e conforto associados ao clima agradável de quem está à beira do rio, em plena floresta amazônica, mas com toda a tecnologia necessária. Deixe sua tarde livre para descanso, banho de rio ou passeio na praça da vila, onde há lojas que comercializam artesanato produzido por várias comunidades ribeirinhas e tribos indígenas da região. Os municípios de Belterra, guardião da história do ciclo da Borracha e Oriximiná, com diversas etnias indígenas, são fonte dessa produção, que também é oriunda de Santarém. Um exemplo são as cuias pintadas de Aritapera, candidatas à patrimônio cultural do Brasil.
No jantar, sugerimos peixes da região, especialmente o tucunaré, costelas de tambaqui, bolinhos de piracuí, omelete de aviú, dentre outros sabores. Na recepção dos hotéis você encontra bons guias com os melhores restaurantes.
7ª dia
Na manhã do sétimo dia, atravesse o Lago Verde em catraia (canoa tradicional da região) em direção a Serra da Piroca. Neste lago os antigos habitantes da região, os índios Borari, retiravam a pedra para a produção do muiraquitã, um amuleto verde em forma de sapo, que hoje é um dos símbolos da cultura amazônica. Caminhe por aproximadamente 1 hora até o topo da serra, de onde é possível ter uma espetacular visão do rio Tapajós. De lá, siga até a Floresta Encantada, onde rio e floresta se misturam de forma incrível. A variedade de espécies nativas é espetacular, crescendo e se desenvolvendo mesmo com as raízes submersas. Aprecie o silêncio do lugar, cortado apenas pela sonoridade do encontro do rio com a floresta, o canto das aves e a brisa suave. Se estiver chovendo, proteja-se, mas não deixe de apreciar esse espetáculo à parte, que também é encantador. Recomendamos almoçar na praia do Amor, onde turistas do mundo todo apreciam a água esverdeada e fria, o sol brilhante e ainda um delicioso cardápio regado a diversos tipos de peixes. Ao fim do passeio, retorne à Vila de Alter do Chão e se ainda tiver pique, após o descanso, aprecie a noite, embalada a muitos ritmos e sons paraenses, nos restaurantes, praças e lanches da orla. Os botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, personagens do Sairé, inspiram a musicalidade do lugar.

8ª dia
No oitavo e último dia em terras paraenses, o destino agora é Belterra, uma vila operária do começo do século XX construída pela empresa americana Ford, para sediar a experiência do plantio de seringueiras para a produção de látex. O projeto foi desativado logo após a 2ª Guerra, mas a arquitetura e o urbanismo da cidade sobreviveram, hoje reconhecidos pelo (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio nacional. Estenda a viagem até a comunidade de seringueiros do Maguari na Floresta Nacional do Tapajós (Flona) e volte a Santarém para o almoço. Você pode fazer ainda um city tour pela parte histórica da cidade de Santarém, para conhecer o seu casario, praças e lojas de artesanato onde se encontram as cestarias das tribos indígenas da região, as cuias pintadas de Aritapera e outras regiões, além da cerâmica tapajônica e biojóias.
A região do Tapajós guarda importantes unidades de conservação, que garantem a preservação da floresta densa de terra firme e sítios arqueológicos com registros de antigas civilizações que habitaram a região antes da chegada dos portugueses, com destaque para a cultura tapajônica, com sua sofisticada cerâmica. Aprecie também a paisagem da orla da cidade, com centenas de barcos coloridos aguardando os passageiros que passam por Santarém com destino a vários lugares do mundo. Mas, vale alertar: você vai ficar encantado com a região do Tapajós, rica em paisagens. Por falar nisso, é inesquecível ver, em frente à cidade de Santarém, o encontro das águas escuras e barrentas do rio Amazonas com as águas esverdeadas do Tapajós. Espetacular é o fato de que esses rios se encontram, seguem lado a lado por muitos quilômetros mas suas águas nunca se misturam. Esse espetáculo pode ser visto no Mirante do rio Tapajós.
À noite, faça seu deslocamento para o aeroporto de Santarém, em seguida para Belém, de onde você retorna ao seu destino levando inesquecíveis imagens, lembranças de que o Pará, é a obra-prima da Amazônia.
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